YO, desde P.P. a VeN. O la Conquista de la Identidad

http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=bq3dhZGSrSsTaller del Retorno.mayo 2009

Soy Vittoria è Natto

eso soy,

la “Victoria ha Nacido”

después de tanto dolor.

Caminaré con la frente en alto,

reparando tanto horror,

que cobardemente sembraste

y mi patria vio con horror.

 

 

Vittoria è Natto

Hija de una torturada y un torturador

 

Proceso autobiografico de reconstrucción identataria… desde pp a la poeta y escritora Vittoria e Natto

Chile 40 Years On network

 

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Welcome to Chile 40 Years On network

This year marks the 40th anniversary of the Chilean coup d’etat  that ousted the constitutional president of Chile, Salvador Allende, from office and gave rise to the vicious dictatorship of General Augusto Pinochet 11th September 1973. The Chile 40 Years On  network has been set up to commemorate the 40th anniversary of the Chilean human and social tragedy brought about by Pinochet’s dictatorship.

Thousands of people were tortured and killed, others ‘disappeared’ at the hands of the authorities, the secret police and more were illegally detained. Men, women and children were rounded up by the military and taken from their homes. Most were never seen alive by their families again. 1 million people were forced  into exile.

We also aim to celebrate life and the progress made by Chilean people in their quest for democracy and justice.

Through this page, and direct contact, the Chile 40 Years On network aims to link up and facilitate memorial events and initiatives to celebrate survival and life in different parts of the UK, so that there can be a critical mass of awareness of the significance of these events for Chile and the rest of the world.

You are most welcome to join us!

Chile 40 Years On network

February 2013

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Isabel Cortes gives her view on growing up in #Thatcher’s Britain as a Chilean exile in @guardian http://t.co/CeNlqpvq9O
 

 

Participação de brasileiros no golpe do Chile deve ser investigada .João Paulo Charleaux

Qui, 31 de Maio de 2012 

Participação de brasileiros no golpe do Chile deve ser investigada

Escrito por  Da Redação

 

 

Fontes brasileiras e chilenas indicam que o papel do Brasil em 11 de setembro de 1973 foi crucial. A participação de civis e militares brasileiros no golpe militar contra o presidente chileno Salvador Allende, em setembro de 1973, pode ser uma das revelações inesperadas da recém instaurada Comissão da Verdade no Brasil. Conexão brasileira é clara, diz historiador Moniz Bandeira

Por João Paulo Charleaux

O envio de 100 milhões de dólares por empresários brasileiros para financiar o golpe no Chile, as reuniões de militares golpistas na Embaixada do Brasil em Santiago e a “exportação” do know how em técnicas de sequestro e torturas cometidas durante a chamada “Operação Condor” fazem parte de uma lista mencionada por ex-membros do governo Allende, historiadores e escritores do Chile e do Brasil ouvidos pelo Opera Mundi num conjunto de entrevistas inéditas realizadas entre outubro de 2011 e maio de 2012.

“A Comissão da Verdade do Brasil pode ter um impacto não somente no Chile, mas em todos os países do Cone Sul que participaram do Plano Condor”, disse a jornalista e escritora chilena Mónica Gonzalez, autora do livro La Conjura – Os Mil e Um Dias do Golpe, obra que fala não somente do golpe liderado pelo general Augusto Pinochet, mas também dos efeitos nefastos da ditadura que durou 17 anos e deixou 2.279 mortos e 1.102 desaparecidos no Chile, de acordo com a Comissão de Verdade e Reconciliação local.

“O Brasil, de acordo com todas as investigações sérias que foram feitas até agora, desempenhou um papel central na gestação dos golpes militares na região, como uma via de financiamento externo para a desestabilização e, em seguida, para o treinamento dos serviços secretos dos países do Plano Condor, em solo brasileiro”, acrescentou Mónica, em referência à articulação que envolveu militares brasileiro, argentinos e chilenos na perseguição a militantes de esquerda no Cone Sul durante os anos 1970.

“Empresários brasileiros arrecadaram fundos para financiar os golpistas no Chile. Aliás, o único brasileiro presente na noite em que a Junta Militar chilena prestou juramento, no dia 11 de setembro (dia do golpe), foi o então embaixador do Brasil no Chile (Antonio Castro do Alcântara Canto), em cuja residência foram feitas as reuniões-chave para que Pinochet se juntasse ao golpe”, disse a jornalista e escritora.

A tese é corroborada por atores relevantes da história, como um dos assessores diretos de Allende, o atual diretor do PNUD (Programa da ONU para o Desenvolvimento), Heraldo Muñoz: “O golpe no Chile foi planejado em reuniões secretas em diversos lugares, incluindo a Embaixada do Brasil em Santiago. O representante da ditadura brasileira da época, o embaixador Antonio Castro do Alcântara Canto, foi um ativo promotor do golpe e um protagonista do apoio à ditadura chilena.”

Ele também é direto e claro ao falar da participação de civis brasileiros nas articulações para derrubar Allende, então o primeiro presidente socialista eleito democraticamente no mundo. “Empresários de São Paulo financiaram o grupo de ultra-direita Patria y Libertad que perpetrou atividades terroristas para desestabilizar o governo Allende. Torturadores brasileiros vieram ao Chile após o golpe para ensinar técnicas de tortura, interrogar e levar de volta ao Brasil ativistas brasileiros exilados no Chile”, disse de Washington, por email, Munõz ao Opera Mundi, numa entrevista ainda inédita feita em setembro do ano passado.

Muñoz, que em agosto de 2010 lançou no Brasil um livro sobre o assunto, A Sombra do Ditador – Memórias Políticas do Chile sob Pinochet (Zahar, 394 páginas, R$ 59), é ainda mais preciso ao falar da participação do Itamaraty no caso: “O embaixador Câmara Neto, do Brasil, apareceu junto aos militares chilenos durante seu primeiro ato público, entregou o primero reconhecimento diplomático à Junta militar chilena e participou ativamente na procura de empréstimos financeiros do Brasil ao Chile, incluindo um crédito de emergência de 100 milhões de dólares. A conexão brasileira no nosso 11 de setembro é muito clara”, assegura Muñoz.

Historiadores brasileiros como Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira, autor do livro Fórmula para o Caos – uma das mais importantes obras sobre a ação de atores estrangeiros no golpe no Chile, especialmente sobre o papel da Casa Branca e do Departamento de Estado norte-mericano na queda de Allende – também é enfático ao falar sobre o papel do Brasil. O Opera Mundi trocou 11 mensagens de email com Moniz Bandeira entre outubro e novembro de 2010, mas o historiador desautorizou a publicação do conteúdo das mensagens.

Nelas, o professor, que hoje vive na Alemanha e é conhecido como um autor cada vez mais recluso, insiste que todas as informações relevantes sobre o papel do Brasil nas ditaduras da região já estão publicadas em livro, mas não reluta em comentar aspectos particulares. Ele considera que os brasileiros estavam prontos para assumir um papel militar ativo caso o golpe tivesse provocado uma divisão e uma guerra civil no Chile, em setembro de 1973.

Longe de ser um radical apaixonado, Moniz foi ao longo de muitos anos um dos intelectuais estudados pelos militares na Escola Superior de Guerra. Seus livros fazem parte de bibliografia do curso e suas palestras, concorridas entre oficiais. Tudo isso, apesar de Moniz Bandeira ter sido preso pela Marinha do Brasil durante a ditadura.

Conexão no Itamaraty

O apoio de Câmara Neto às articulações do golpe chileno estão longe de ser um fato isolado, de simpatia pessoal por Pinochet. A estratégia de apoiar a Junta Militar chilena estava ligada diretamente ao chamado Ciex (Centro de Informações do Exterior), uma espécie de ninho de arapongas criado dentro do Itamaraty para perseguir militantes comunistas no Cone Sul entre 1966 e 1985. A concepção e o funcionamento do grupo estava a cargo do embaixador brasileiro Manoel Pio Corrêa, formado na Escola Superior de Guerra.

Ao tentar conversar com Pio Corrêa no ano passado, Opera Mundi foi advertido sobre a condição sensível de saúde do embaixador, que já estaria, de acordo com a esposa, surdo, com 93 anos. O fato revela o quanto deve ser mais difícil a cada dia para a Comissão da Verdade brasileira recolher relatos pessoais de testemunhas-chave sobre os bastidores da ditadura, muitos deles com mais de 80 anos.

Entre os crimes cometidos por Pio Corrêa – alguns deles admitidos pelo embaixador numa auto biografia e numa entrevista publicada pelo jornalista Cláudio Dantas Sequeira, no jornal Correio Braziliense – está a perseguição aos que ele chamava de “pederastas, bêbados e vagabundos” que trabalhavam como diplomatas no Itamaraty. Pio Corrêa era conhecido como “troglodita reacionário” pelos exilados brasileiros.

As conexões entre ditaduras sul-americanas não estiveram restritas apenas à região. A chilena Mónica cita por exemplo o trabalho da premiada jornalista francesa Marie-Monique Robin, que investigou a ação de grupos de extermínios franceses no Chile e na Argentina no documentário Esquadrão da Morte: A Escola Francesa.

Mónica cita o trabalho de Marie-Monique para lembrar que “o general francês Paul Aussaresses, principal torturador da guerra de independência da Argélia (1954-1962), instalou no Brasil nos anos 1970 uma escola para treinamento de torturadores do Brasil, Chile, Argentina, Uruguai e Paraguai, com recursos financeiros da CIA (Agência de Inteligência dos EUA). Por esse lugar, desfilaram os principais assassinos de nossos países. Sobre os dinheiros que financiaram esses golpes e sobre a repressão na região não se falou quase nada. O Brasil tem as chaves para abrir as gavetas mais fundas.”

Última modificação em Sex, 01 de Junho de 2012 

 

 

Ato contra Golpe Militar de 1964 reúne centenas na Cinelândia

Ato contra Golpe Militar de 1964 reúne centenas na Cinelândia.

 

Seg, 01 de Abril de 2013 23:48

Ato contra Golpe Militar de 1964 reúne centenas na Cinelândia

Centenas de manifestantes reunidos por Verdade, Memória e Justiça

Esta segunda-feira, 1 de abril de 2013, marca o quadragésimo nono aniversário da implantação golpista da ditadura militar brasileira. Em todo país, a sociedade foi às ruas para protestar contra esse atentado à democracia e à soberania do nosso povo, clamando por Verdade, Memória e Justiça e reafirmando o desejo de viver em uma pátria livre. 

No Rio de Janeiro, não foi diferente. Nesta tarde, centenas de manifestantes de diversas entidades, organizações, partidos políticos e da sociedade civil, estiveram reunidos na histórica praça da Cinelândia, palco emblemático das lutas sociais do povo brasileiro. O ato aconteceu bem em frente ao Clube Militar, onde ano passado os militares realizaram uma comemoração da fatídica data, atentando contra a memória do povo brasileiro.

Nesse ano, os militares não protagonizaram esse ato desrespeitoso e a manifestação foi pacífica, construtiva e democrática. Representantes de todas as forças que ali estavam tiveram oportunidade de fazer uso da palavra e de ampliar essa importante unidade que busca o desencobrimento de todas as atrocidades da ditadura militar e a punição dos agentes e colaboradores do regime fascista brasileiro.

O ato saudou a democracia e prestou apoio à Comissão Nacional da Verdade, que investiga os crimes da ditadura e que frequentemente tem sido vítima de ataques de militares e de organismos coniventes com às barbáries ditatoriais. Os manifestantes tremularam suas bandeiras, levantaram suas palavras de ordem e deixaram claro o anseio do povo brasileiro pela Verdade do período tenebroso que assolou o país por 21 anos.

A presidenta da União da Juventude Socialista no Rio de Janeiro (UJS-RJ), Flávia Calé, falou : “Essa atividade busca registrar, consolidar na memória, na história, a nossa versão sobre o que significou a ditadura brasileira; lembrar nossos mortos que perderam a vida justamente empunhando a bandeira da liberdade, da igualdade e da democracia. É fundamental disputarmos essa perspectiva na juventude, a perspectiva de que a ditadura foi um mal que devemos entender profundamente como aconteceu, como se operou, para que nunca mais se repita na história do nosso país”.

A Deputada Federal Comunista, Jandira Feghali (PCdoB-RJ), estava em outro ato deste 1° de abril, na CBF, contra o presidente da entidade, José Maria Marin – que teve participação no regime ditatorial brasileiro; mas foi representada na Cinelândia por Caíque Tibiriçá, que lembrou do episódio em que Marin, então deputado, afirmou que a TV Cultura estava tomada por comunistas e ordenou a prisão do jornalista Vladimir Herzog, que poucos dias depois foi brutalmente assassinado pelas mãos dos militares. Caíque ainda salientou: “Ao lado da Verdade estamos perfilados, ao lado daqueles que querem a justiça, pois tortura não prescreve. Ditadura nunca mais, tortura nunca mais”.

O vice-presidente do PCdoB-RJ, João Batista Lemos, afirmou: “Eles pensaram que iriam parar a roda da história, eles, o imperalismo, as classes dominantes; mas a vida mostrou que é impossível parar essa roda, porque a classe trabalhadora, as forças progressistas sempre vão lutar por liberdade, pela justiça social desse país. Por isso estamos aqui, com a vitória de Lula e a continuidade de Dilma, na luta por um projeto nacional de desenvolvimento que vai abrir caminho para o Socialismo. Esse ato é importante para resgatar a memória, para que nunca mais aconteça no Brasil tortura, assassinato, daqueles que lutam pelo nosso país”, finalizou o líder comunista.

O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Daniel Iliescu, bradou: “Hoje é o dia da mentira que foi contada ao nosso povo há 49 anos atrás, não queremos só um ajuste de contas com o passado, queremos que a memória de tantos brasileiros possa ser resgatada. Vamos honrar na prática o sacrifício desses herois nacionais; precisamos manter o povo unido nessa luta, na luta pela Verdade”

Clube Militar em 1 abril 2013O presidente da União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro (UEE-RJ), Igor Mayworm, declarou: “Estamos aqui para afirmar que não aceitaremos mais tortura, não aceitaremos mais ditadura, estamos aqui dando todo apoio à Comissão Nacional da Verdade. Estamos aqui para exigir que os torturadores, golpistas, sejam revelados à sociedade e punidos. Não vamos arredar os pés das ruas enquanto os capítulos turbulentos de nossa história sejam esclarecidos e que todos os torturadores sejam punidos”, finalizou o líder estudantil.

Esse importante e plural ato foi organizado pela AMES; Articulação Estadual por Memória, Verdade e Justiça; Coletivo de Ação Ericson Pires; Consulta Popular; CTB; JSB; Levante Popular da Juventude; Movimento Estudatil Popular Revolucionário; Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); Nação Hip Hop Brasil; PCdoB; PSB; PT; Sindicato dos Petroleiros, UEE, UJS, CUT-RJ; Coletivo RJ Memória, Verdade e Justiça; UNE, UEES.

Fonte:

Ato contra Golpe Militar de 1964 reúne centenas na Cinelândia

http://twitpic.com/cg98c7

Informações adicionais

  • Campo de paginas:

SEMINARIO: A 40 AÑOS DEL GOLPE DE ESTADO EN CHILE. USOS Y ABUSOS EN LA HISTORIA

SEMINARIO: A 40 AÑOS DEL GOLPE DE ESTADO EN CHILE. USOS Y ABUSOS EN LA HISTORIA


CONVOCATORIA

En septiembre del presente año se conmemoran 40 años del golpe de Estado en Chile. En este contexto los Departamentos, Escuelas e Institutos de Historia de las universidades de Chile, Católica, Adolfo Ibáñez, Diego Portales, Finis Terrae, de Santiago, Alberto Hurtado, Católica Silva Henríquez, Metropolitana de Ciencias de la Educación, Academia de Humanismo Cristiano y Arcis se han reunido para organizar un seminario que convoca a historiadores e investigadores de las humanidades y las ciencias sociales a reflexionar sobre los nudos y tensiones que emanaron, y que todavía persisten, en las lecturas e interpretaciones de tal evento. El seminario se llevará a cabo los días 2, 3 y 4 de septiembre de 2013 en el Centro Cultural Gabriela Mistral (GAM) y estará organizado en secciones temáticas a cargo de un/a coordinador/a (se adjunta dirección electrónica de cada uno/a de ello/as por si hubiese alguna duda). Los/las interesado/as en participar deben enviar un resumen de 300 palabras (ver ficha adjunta) a la casilla electrónica acuarentaanosdelgolpe@gmail.com especificando en el asunto del mensaje la sección a la que postula. Las secciones propuestas son las siguientes:

FUERZAS ARMADAS: La mesa  abordará  la inserción de las Fuerzas Armadas en los procesos políticos que culminaron y comenzaron  con en el Golpe de Estado del 11 de septiembre de 1973, teniendo en cuenta los elementos de continuidad y cambio generados por dicha coyuntura. Para lograr este objetivo, las ponencias podrán tener en cuenta tanto la relación de las Fuerzas Armadas con el ámbito civil y la política, como las tensiones internas vividas por estas.

COORDINADOR:
Joaquín Fernández. Universidad Finis Terrae. jfernandez@uft.cl

DERECHOS HUMANOS: La mesa “Derechos Humanos” busca articularse como espacio de diálogo y reflexión en torno a tres temáticas esenciales: los procedimientos, instituciones y lógicas de la violación a los Derechos Humanos perpetradas por agentes del Estado a partir del Golpe de Estado del 11 de septiembre de 1973; la organización de asociaciones de defensa de Derechos Humanos, así como de denuncia de este tipo de crímenes por parte del Estado, así en Chile como en el exterior; la preservación y educación en torno a la memoria de las violaciones a los Derechos Humanos durante la dictadura, así como su significado en la actualidad.

COORDINADOR:
Marcos Fernández. Universidad Alberto Hurtado. mfernand@uahurtado.cl

MEMORIA: La mesa de memoria estará dedicada a la discusión y reflexión sobre las formas en que el Golpe Militar de 1973 es conmemorado y reactualizado en distintas generaciones de chilenos, desde testigos contemporáneos a quienes hoy en día explican y contextualizan este hito histórico nacional. Se dará especial bienvenida a estudios sobre las políticas de memoria de los periodos de la dictadura y la transición a la democracia, y sus efectos en cómo se entienden hoy los derechos humanos, las políticas públicas sobre el pasado y la enseñanza de la historia, entre otros temas.

COORDINADOR:
Claudio Barrientos. Universidad Diego Portales. claudio.barrientos@udp.cl

EL GOLPE EN LA PRODUCCIÓN HISTORIOGRÁFICA: La mesa de historiografía sobre el Golpe Militar está dedicada a debatir sobre las interpretaciones, metodologías y formas narrativas con que se ha abordado el 11 de septiembre de 1973 y los periodos inmediatamente anteriores y posteriores desde la producción disciplinaria nacional e internacional. Algunos temas posibles son: de qué manera las historias de derechas e izquierdas han aportado a la complejización del estudio de estos periodos, cuánto se ha avanzado y cuáles son los desafíos que nuestra disciplina aún tiene respecto de esa parte de la historia contemporánea de Chile.

COORDINADORA:
Consuelo Figueroa. Universidad Diego Portales. consuelo.figueroa@udp.cl

GÉNERO E HISTORIA RECIENTE: En los últimos años ha habido una producción académica cada vez más rica sobre los vínculos entre teoría de género e historia reciente. Esta mesa aborda no sólo las experiencias y representaciones de los sujetos –hombres y mujeres- en términos de género, sino también las investigaciones que giren en torno a la teoría de género y de las sexualidades producidas en el período. Algunas preguntas que pueden servir de eje son: ¿De qué manera entraba la categoría de género en la cultura política de la UP?, ¿cómo fueron afectados/as lo/as sujetos por el avenimiento de la dictadura militar?, ¿cómo se representó el género en los medios de comunicación y el arte de los años 70?, ¿cuáles fueron los límites a estas representaciones culturales desde las políticas conservadoras y pro-familia de la dictadura?, ¿cómo fue “generizado” (gendered) el golpe de estado?, ¿quiénes narran el golpe en relación a las experiencias mediadas por el género y la(s) sexualidad(es)?, ¿cómo se manifestó la violencia de género dentro de la represión autoritaria y la violencia política del golpe militar de 1973?

COORDINADORA:
Hillary Hiner. Universidad Diego Portales. hillary.hiner@udp.cl

IMAGINARIO, PENSAMIENTO Y PRAXIS POLÍTICA: Esta mesa abordará la construcción de imaginarios, las corrientes político-ideológica, las instituciones  políticas que van a dirigir y delimitan el accionar de los diversos actores políticos en distintos campos de toma de decisiones, es decir, gobierno, parlamento, partidos políticos, sindicatos, etc., que intervinieron o influyeron en el  transcurso del periodo, o bien permiten entender procesos posteriores. Bajo esta premisa, se recibirán propuestas de ponencias que coloquen el foco de atención en los  siguientes núcleos temáticos; partidos y movimientos políticos, procesos electorales, organizaciones sindicales, estudiantiles, sociales, etc.

COORDINADORA:
Isabel Torres. Universidad de Chile. isabeltorres.d@gmail.com

GOLPE DE ESTADO Y CONTEXTO INTERNACIONAL: Este panel tiene por objeto reflexionar en torno al violento fin del proyecto de la Unidad Popular desde una perspectiva internacional. Entre los tópicos a discutir, sin excluir variantes, están: el impacto del Golpe de Estado en el mapa de la Guerra Fría, la intervención de organismos e instituciones extranjeras en el Golpe de Estado, las campañas internacionales de solidaridad con las víctimas de la represión y persecución política, los nexos entre la dictadura chilena y otros regímenes autoritarios, el reconocimiento diplomático de la Junta Militar, la cobertura del Golpe de Estado en la prensa internacional, el papel de los exiliados en el extranjero, entre otros.

COORDINADOR:
Andrés Estefane. Universidad Adolfo Ibáñez. andres.estefane@uai.cl

ESTADO Y CONFLICTOS INSTITUCIONALES: El objetivo de este panel es explorar las tensiones y cambios a nivel político-institucional tras el Golpe de Estado de 1973. Entre otras materias, se abordará la redefinición de las relaciones entre los poderes del Estado (considerando la clausura del Congreso Nacional y las relaciones entre Poder Judicial y autoridades militares), la reorganización administrativa de ministerios, oficinas y reparticiones públicas, los debates sobre regionalización y centralismo, la reorientación del papel del Estado en materia económica y social, el Golpe de Estado y el derecho constitucional chileno y las consecuencias institucionales de las tensiones al interior de las Fuerzas Armadas y de Orden.

COORDINADOR:
Andrés Estefane. Universidad Adolfo Ibáñez. andres.estefane@uai.cl

DIMENSIÓN SOCIOESPACIAL DEL GOLPE
: El propósito de esta mesa de trabajo es discutir sobre las manifestaciones socio-espaciales que el Golpe de Estado del 11 de septiembre de 1973 tiene asociada, entre las que cabe destacar: la división político-administrativa del territorio nacional y el proceso de regionalización iniciado en 1974; los efectos territoriales de las políticas públicas no territoriales (política educacional, política económica, política sanitaria, etc.); los efectos de la Política Nacional de Desarrollo Urbano durante el periodo 1979-1989; las visiones y práctica de la planificación territorial; los discursos geográficos del Gobierno como instrumento de disciplinamiento sociopolítico.

COORDINADOR:
Ricardo Rubio González, Universidad Católica Silva Henríquez. rrubio@ucsh.cl

MOVIMIENTOS SOCIALES Y UNIDAD POPULAR: Esta sección se propone compartir estudios y debates acerca de las diversas formas de acción colectiva, que emergieron en torno al golpe de estado de 1973. Se buscará  reconocer y valorar críticamente tanto los tradicionales como los nuevos  movimientos sociales, de Derechos Humanos, poblacionales, juveniles, cristianismo popular,  mujeres, sindicalistas, campesinos, mapuche, estudiantes,  ecologistas, musicales.

COORDINADORES:
Sergio Grez. Universidad de Chile. sergiogreztoso@gmail.com
Mario Garcés. Universidad de Santiago. mario.garces@usach.cl

INFORMACIÓN Y MEDIOS DE COMUNICACIÓN. DEBATES Y PRÁCTICAS COMUNICACIONALES DURANTE LA UNIDAD POPULAR: Especialmente a partir de  los años sesenta y comienzos de los 70, los medios de comunicación de masas iniciaron un tránsito que se caracterizó por una creciente tensión entre revolución y contrarrevolución, que significó el desarrollo de una serie de discusiones o “enfoques críticos” sobre el impacto en la sociedad civil y, por ende, en los proyectos políticos. La industria cultural ya no estaba tan solo para informar, educar y entretener, sino que ahora asumía un rol fundamental como instrumento político. Esta mesa tiene por objetivo abrir el campo de discusión sobre los distintos  roles que desempeñaron los medios de comunicación social (MCS) durante el gobierno de la Unidad Popular y en especial en el Golpe de Estado de 1973. Es decir, las estrategias periodísticas que desarrollaron; el funcionamiento del marco institucional y legal; la vinculación con el quehacer político; la producción cultural (los contenidos de ficción y entretención que se emitieron/publicaron); los debates académicos e intelectuales que surgieron en torno al sistema medial y las audiencias, entre otros.

COORDINADORES:
Patricio Bernedo, Pontificia Universidad Católica de Chile.   pbernedo@uc.cl
Carla Rivera, Universidad Andrés Bello. Mail: carla.rivera@unab.cl

ARTE Y CULTURA: La mesa sobre arte y cultura se propone acoger la discusión que en los últimos años  se ha dado en torno a la experiencia de la vida de las artes, las letras y otras manifestaciones de la cultura en Chile y el mundo en 1973, en el periodo previo al Golpe de Estado y luego de esta traumática experiencia. Se busca dar espacio a la reflexión, estudio y propuesta en torno a aquellos aspectos de la representación de la realidad que trabajan con dimensiones simbólicas y otras formas de valores, signos y significados compartidos en un periodo determinado de la historia de Chile, ofreciendo la posibilidad de confrontar interpretaciones y mostrar las vías de desarrollo de investigaciones o los recorridos y avatares de experiencias de creación y representación.

COORDINADOR:
Claudio Rolle. Pontificia Universidad Católica. crolle@puc.cl

HISTORIA ECONÓMICA: Esta mesa busca generar instancias amplias de reflexión y debate orientadas a reposicionar el análisis de los factores económicos involucrados en el golpe de Estado de 1973. Contemplando, por tanto, desde las dinámicas generales del análisis económico del período –las tradicionalmente involucradas con las esferas de la producción, la distribución y el consumo—hasta aquellas dimensiones que dentro de este contexto histórico especifico cobraron un interés especial, como lo fueron la radicalización experimentada por las transformaciones estructurales de la economía chilena.  En este marco es que, convocamos a presentar investigaciones en torno a una amplitud temática centrada bajo aspectos como los siguientes: a) La economía al asumir la Presidencia de la República Salvador Allende; b) La estrategia de largo plazo en la política económica de la Unidad Popular; c) la política económica en el corto plazo; d) resultados del primer año; e) el comienzo del deterioro: desabastecimiento, mercados negros, caída de la producción, inflación; f) balance de una gestión: la política y le economía durante el gobierno del Presidente Allende, y g) la política económica de la dictadura en sus años iniciales.

COORDINADORES:
Luis Ortega. Universidad de Santiago de Chile. luis.ortega.m@usach.cl
Pablo Artaza. Universidad de Chile. partaza@u.uchile.cl

IGLESIAS: Esta mesa se propone reflexionar acerca del papel de la Iglesia Católica y de las otras iglesias durante el régimen político de la U.P. y ante el advenimiento del golpe militar, en vinculación con sus fundamentos doctrinales y filosóficos, el ejercicio de una tradición institucional, el rol ético de algunas figuras singulares, los debates internos y las corrientes de opinión, la conducción de la jerarquía institucional y la interrelación con los gobiernos de la época y los movimientos internos que hicieron revisión crítica de esos fundamentos y prácticas institucionales.

COORDINADOR:
Ítalo Fuentes. UMCE. ibardelli@gmail.com

HISTORIA Y PATRIMONIO A 40 AÑOS DEL GOLPE MILITAR: La temática busca convocar experiencias y reflexiones en torno a la relación entre espacio y temporalidad en su dimensión histórica, manifiesta en las dinámicas del territorio (local, nacional o regional) como soporte de los procesos de memoria social y la construcción de sitios de memoria y patrimonio, material e inmaterial surgidos, en la perspectiva de la resistencia, la recuperación y rescate de memoria y la resignificación del espacio así como de la noción misma de patrimonio.

COORDINADORES:
Pedro Rosas. Arcis. (prosarave@yahoo.es / prosas@uarcis.cl)
Jorge Benítez. Arcis. (jbenitez@uarcis.cl)

La fecha de cierre para la recepción de resúmenes es el viernes 3 de mayo. Los encargados de cada sección deberán informar tanto la aceptación o rechazo de las ponencias así como los paneles de discusión, el día viernes 24 de mayo.

Acceda aquí a la ficha de inscripción para el envío de ponencias. La participación en el seminario es gratuita, tanto para expositores como asistentes.

Las consultas y correspondencia deben ser enviadas al Comité Académico a cargo del seminario, a la casilla electrónica acuarentaanosdelgolpe@gmail.com

Esperando contar con una participación masiva y entusiasta, se despide atentamente,

Comité Académico
Seminario
A 40 años del golpe de Estado en Chile
Usos y abusos en la historia

IN MEMORIAM

Rebeca Godoy

LES COMUNICO A TODOS LOS COMPAÑEROS… EL FALLECIMIENTO DE PATY PEÑA EX-PRESA POLITICA Y COMPAÑERA DE ANDY BRAVO. TENGO UNA TRISTEZA INFINITA, PUES LA CONOCÍ CON UNIFORME ESCOLAR…..LES DEJO AQÍ COMO PUEDEN ACOMPAÑARLA. SERÁ VELADA DESDE LAS 18 HRS. HASTA MAÑANA EN SU CASA …ESTA ES LA DIRECCION.

QUILICURA.
Manuel Antonio Matta con San Enrique. doblar a la derecha en un Super Santa Isabel que hay en la esquina …esa calle se llama Marcoleta caminar hasta el tercer pasaje a la derecha en el número 135.

Bases oficiales del Festival 40 años de Resistencia, Lucha y Construcción:

www.los40años.cl.

Festival 40 Años

Bases oficiales del Festival 40 años de Resistencia, Lucha y Construcción:

En el marco de la conmemoración de los 40 años del Golpe de estado, el

Comité Iniciativa 40 años convoca a intérpretes, músicos, compositores, poetas y creadores populares a participar en el Festival 40 años de Resistencia, Lucha y Construcción.

– El festival es un espacio de expresión de la creación musical para resituar la memoria de los 40 años del golpe militar hasta el presente. Son 40 años de Resistencia, Lucha y Construcción Popular. Por lo tanto, la temática y letras de las creaciones deben referirse a

la recuperación de la memoria en diversas áreas: justicia, memoria, impunidad, vida, gobierno popular, las 40 medidas, combate, sueños, esperanzas; acciones de lucha y resistencia a la dictadura; solidaridad internacional; las radios y la prensa libre; la prensa clandestina; los murales; entre otros.

También los temas pueden referirse a los años post dictadura y a la democracia tutelada que ha perfeccionado el legado sistema económico, político, social y cultural de la dictadura.

Asimismo, los temas podrán referirse a la lucha por los derechos que hoy día hacen los habitantes de diversos territorios: mapuche; estudiantes; trabajadores; habitantes de Freirina; Pelequén; Magallanes; Montenegro; Aysén, entre otros.

Es decir, queremos estimular en las personas que participen en el Festival, una visión integrada de los últimos 40 años de Lucha, Resistencia y Construcción-

– Las creaciones musicales deben ser originales, autorales e inéditas (que no hayan participado en otros festivales anteriormente), haciendo referencia a los 40 años, con una duración máxima de 4 minutos por tema, pudiendo presentar sólo un tema por participante, interpretado con voz, y con instrumentos de libre elección o con una pista pregrabada en caso de que aporte a la interpretación musical (no como playback).

– Pueden participar tod@s l@s creadores de canciones, en cualquier estilo (por ejemplo: rock, hiphop, trova, canción melódica, ranchera, pop, ska, etc.), y en cualquier formato (solista, duo, trios, grupo, banda, etc.)

– Se exigirá el cumplimiento estricto de estas bases, en caso contrario el participante podrá ser descalificado.

– Se realizará la grabación de un CD con cada uno de los temas finalistas, de cada festival local. No se trata de un festival competitivo, las canciones que sean seleccionadas por cada territorio (una por territorio) serán grabadas en un estudio profesional, y presentadas en el acto de cierre, donde se les entregará una copia del CD a cada uno de ellos.

Lugar y fecha

Entre mayo y agosto se realizarán Festivales en los territorios donde las organizaciones populares autogestionen su Festival local en conjunto con el Comité Iniciativa 40 años. En la realización de cada festival local, los organizadores pueden trabajar con otras organizaciones, instituciones y apoyos que estimen pertinente, en coordinación con la comisión festival del Comité Iniciativa 40 años.

Plazo para la final del Festival

El plazo máximo es el 15 de agosto de 2013, en que los festivales territoriales deben tener su representante elegido, para poder realizar la grabación del CD que se entregará el día del cierre del Festival, la primera semana de septiembre de 2013.

Inscripciones 

Los participantes deben estar debidamente inscritos en los festivales

territoriales a través de una ficha que considere los siguientes datos:

– Nombre del solista, dúo o grupo.

– Comuna de origen de la iniciativa.

– Estilo de la música.

– Nombre de la canción y del/los autor/es.

– Reseña breve sobre el origen de la creación que se presenta

(motivos, por qué se presenta, tema central, lugar de origen, etc.)

– Teléfono ó celular de contacto.

– Correo electrónico de contacto.

– Señalar los instrumentos que utiliza o si utiliza pistas.

Cada festival territorial elegirá a un representante que participará

en la actividad final del Festival el día Domingo 1 de septiembre de

2013 en un recinto en la ciudad de Santiago, por confirmar en Agosto de 2013.

Consideraciones

La final del festival no es una competencia: los representantes de cada pre-festival podrán interpretar su tema en el evento de cierre, y serán grabados previamente en un CD que se les obsequiará a cada uno, y que luego será de distribución gratuita por la web. Los intérpretes y autores deberán autorizar los derechos legales para poder realizar el Cd y poder difundir sus canciones, aunque siempre los derechos serán de cada participante, y no del festival.

SI EN TU BARRIO, POBLACIÓN, TERRITORIO, SINDICATO, COLEGIO, CENTRO DE ALUMNOS O FEDERACIÓN NO HAY PRE-FESTIVAL, PUEDES ORGANIZAR TU “PRE-FESTIVAL 40 AÑOS” COMO COLECTIVO CULTURAL DE LOS 40 AÑOS DE RESISTENCIA, LUCHA Y CONSTRUCCIÓN, O DESDE TU PROPIO COLECTIVO U ORGANIZACIÓN SOCIAL PARA REALIZAR EL PRE-FESTIVAL QUE ELEGIRÁ SU REPRESENTANTE A LA FINAL Y A LA GRABACIÓN DEL CD.

Estos pre-festivales deberán acreditarse con la Comisión Organizadora del Festival del Comité 40 años en el e-mail:  festival40anos@gmail.com

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CEREMONIA DE AMOR PERROS DE CANA .Martín Faunes Amigo

CEREMONIA DE AMOR PERROS DE CANA
Martín Faunes Amigo
Para Pepe Carrasco y Juan Carlos Gómez,
llamados también “Pepone” y “Loquillo”, respectivamente.

Con un saludo para los tatas Donoso y Miguel González,
viejos y nobles prisioneros.

“La vi venir, su caminar era lento y cansado,
daba la impresión de que llevaba al mundo entero sobre el lomo”
María Angélica Benavides, Pirifulaifa.

Nadie supo de dónde vino o por qué estaba ahí cuando llegamos, semi libre, semi
preso, en esa cárcel precaria que era Puchuncaví. Cuando a nosotros nos obligaron
a ir allá desde Grimaldi, él salió a movernos el rabo y a lamer nuestras heridas. Le
pusimos por nombre “cototo”, no porque no tuviera una prominencia arriba de la
cabeza, de hecho, aunque muy tenue, la tenía, y así y todo tenue, alcanzaba para
darle una apariencia de perro de dibujos animados bastante chistosa. Sin embargo,
no era la razón de que le hubiéramos puesto así, ese nombre fue una broma de
Pepone o del Loquillo: “debió nacer después del golpe, por lo tanto es un cototo”.
Cototo, hoy lo veo todavía entre las alambradas, sigiloso, pasando de un pabellón al
siguiente, o escondido debajo de las bancas hasta alcanzar alguno de los
mendrugos que nosotros, a pesar de las circunstancias, siempre podíamos arrojarle.
Y por las noches, como el canero que era, desaparecía por algún escondite secreto,
o escaparía quizá más lejos, por algún agujero hacia esos eucaliptus que crecían
tras las alambradas. Se escondía el cototo en cuanto el sol desaparecía, y se restaba
así de nuestras tertulias anteriores al toque de queda. Es que el campo de
concentración Puchuncaví era vigilado con rigor por las noches; y no sólo por
guardias, sino por acechadores de colmillos brillantes peores aún que los propios
guardias, y conste que hablo de guardias que no habrían dudado en disparar ante
cualquier movimiento más allá de las covachas.
Los guardias significaban para nosotros un peligro, pero no para el cototo. Él sabía
mantenerse alejado de ésos que más de una vez lo habían querido alcanzar a
puntapiés, o peor, le habían disparado como a pato de feria. Es que ese quiltro
busca vidas olfateaba a los uniformes y las botas militares desde lejos, y por
supuesto reconocía también el olor a pólvora de los fusiles, así que pasaba
esquivándolos de un cuarto a otro, de una celda a otra. Así fue como se convirtió en
testigo de todo lo que ahí pasamos, de lo bueno y de lo malo. Asistió a nuestras 
presentaciones teatrales, a nuestros recitales, si hasta aullaba mientras
cantábamos. Estuvo presente por lo menos en una de las veces que Pepone montó
en cólera porque su equipo de básquet perdió. Lo recuerdo porque el cototo al verlo
encolerizado, lo llamó al orden a mostrada de colmillos y gruñido limpio. Y estuvo
también presente cuando aquel boina negra constitucionalista que tenían preso con
nosotros, logró escaparse. Tal vez fue el propio cototo el que lo ayudó.
Presente en todo. También en aquellas jornadas duras que los milicos llamaban “de
convencimiento”, y en otras chistosas, como cuando el trío de compañeros que
llamábamos “los patria o muerte”, ésos que recibían paquetes con ostras y nunca
fueron capaces de convidarnos, montaron en pánico cuando el propio Pepone, por
bromearles les arrojó un fusil de utilería diciéndoles “aquí tenemos armas
compañeros, a luchar por la libertad, patria o muerte venceremos”.
Testigo de todo. Participante activo en nuestra huelga de hambre por los 119. Él era
también nuestra compañía en la celda de solitaria cuando ahí nos confinaban,
porque él y sólo él era el único con posibilidad de visitarnos; y cómo no, si se me
metía por cualquier agujero. Era además un valiente, si hasta se atrevía a
amenazar a los milicos -desde lejos, claro-, cuando éstos nos daban de esa dosis
tan suya de crueldad.
Definitivamente, aquel perro multiracial, era nuestro compañero, uno más entre
nosotros en esa cana semi clandestina llamada Puchuncaví, otrora balneario
popular construido por el compañero Allende, para regocijo de cabras y cabros
proletas. Pero el verdadero peligro nocturno al que se exponía el cototo, y era por
eso que desaparecía, era una pareja de ovejeros alemanes que los guardias por las
noches soltaban y que de haberlo sorprendido lo habrían hecho pedazos. Es que el
cototo con suerte le llegaría al cogote tanto a ella como a él. “Lobo” y “loba”, ésos
eran sus nombres. Por lo demás lobo y loba no eran un peligro sólo para él, cuando
los guardias nos castigaban obligándonos a correr por el patio hasta extenuarnos,
soltaban también a lobo y loba que si nos alcanzaban –generalmente nos
alcanzaban-, nos daban dentelladas salvajes por los tobillos.
Y porque lobo y loba eran para nosotros un peligro, fue Schmitz, un científico preso
con nosotros, quien discurrió la estrategia de ganárselos. Con loba no pudo, pero sí
con lobo. Empezó por darle pedacitos de pan y sacrificó también algunos escasos
“manjares”, convencido de que podría llegar a cebarlo. No se equivocaba, a los
pocos días lo tenía comiendo en su mano. Nadie muerde la mano de quien le da de
comer, tampoco lobo; y cuando la estrategia de Schmitz fue imitada, lobo dejó de
ser un peligro. Bien por nosotros, incluyendo al cototo, porque los guardias se
dieron cuenta de que ya no era el animal fiero que necesitaban y lo devolvieron a su
cuartel de origen. Claro que loba se puso más agresiva. Parecía querer hacer su
tarea y también la de su compañero ausente; pese a ello, escapar de un perro no es
lo mismo que escapar de dos, y nosotros, con el amansamiento y la ausencia de
lobo tuvimos un tremendo alivio.
Hago notar, de todas maneras, que loba se esmeraba en reemplazar a su ex
compañero, pero sólo hasta donde su naturaleza femenina podía permitírselo. Es
que la naturaleza y las hormonas son terribles de poderosas; no fue por eso para mí
una sorpresa muy grande, cuando el propio Pepone vino corriendo a decirnos
“vengan a ver, cómo el cototo copula con loba”. Por supuesto, igual corrí a celebrar
la hazaña de nuestro querido compañero que había llevado a la perra de raza a una
acequia para alcanzarla; situación que la hembra, loca de deseo, había aceptado
contenta y le permitía por eso al noble quiltro vibrar sobre ella de lengua afuera. Y
no sólo vibrar. En realidad, el cototo temblaba y temblaba, y después de una serie
de tiritones y jadeos, se fue a pique de lado y quedó semi hundido en el fango; no
obstante, gracias también a su naturaleza, unido siempre a su amante que se
tendió también para permitir que su cuerpo continuara penetrado por el del cototo.
Una escena maravillosa, final de una ceremonia de amor surrealista, cuyo telón de
fondo fue el crepúsculo rojo de Puchuncaví y, lógicamente, nuestra ovación, porque
junto a su triunfo triunfábamos también nosotros, todos nosotros.
Cosa extraña: triunfaba el amor por sobre el odio en Puchuncaví de mil novecientos
setenta y cinco, y nosotros caneros sabíamos que eso así nomás no iban a
permitirlo. De hecho entre nuestra risa, se escuchó la voz de un soldado que nos
gritaba desde la torre: “¡qué están haciendo ahí, mierda!”. Y ahí no estoy seguro.
Pudo ser el científico o Pepone, o pudo ser el Loquillo o yo mismo, lo cierto es que
una voz convincente salida de alguna de nuestras gargantas respondió: “¡estamos
contando chistes!”. Acto seguido, sin ponernos de acuerdo, estrechamos el círculo
para que el guardia no pudiera ver el descanso de los amantes. Lo hicimos de
manera automática sin importarnos que para conseguirlo muchos tuviéramos que
meternos en la acequia hasta las rodillas. Qué importaba. Yo lo único que temía era
a la frase siguiente del guardia, que con seguridad sería “¡dispérsense, mierda!”.
Fue un par de minutos fatales en que tal como yo, todos esperábamos y sabíamos
que de suceder, el cototo sería muerto de un balazo. Los guardias jamás permitirían
que uno de la cana gozara con una de ellos, aunque esa “una”, hubiera gozado
tanto como había gozado el perro canero. Fueron dos minutos de angustia, pero esa
segunda frase lapidaria del guardia nunca llegó, en vez de eso Pepone forzó una risa
emitida como tras otro chiste, y su risa fue imitada por todos, y así después de un
momento, otra vez la risa y otra. Quizá el guardia pensó que era mejor que
estuviéramos allí en frente suyo riéndonos como idiotas, porque así podría
controlarnos mejor, y por eso nada más nos dijo, aunque pudo ser también por esa
magia divina que siempre protege a los amantes; el caso fue que nosotros
continuamos en nuestro círculo estrecho, simulando risas, hasta que la feliz pareja
pudo separarse. Fue hermoso. Es que loba había cambiado, nos parecía ahora
amorosa con él y lo era también con nosotros, y el cototo la guió por detrás de las
chozas hasta un rincón a cubierto donde, muy juntos, durmieron la siesta.
Perro canero. Se me ocurre que la definición es acertada. Y si me preguntan qué
pasó con él, o mejor, “qué paso con esa pareja”, les cuento que su amante loba,
seguro, tuvo sus cachorros contenta en la perrera del regimiento, porque tal como
ocurrió con lobo, cuando los guardias entendieron que ya no significaba un peligro,
la devolvieron al cuartel, y allá lobo, su antiguo compañero, imagino, debió acogerla
de nuevo, asumiendo también las criaturas. No asumir a los hijos de la mujer sólo
porque no hayan sido producto de la pasión de esa mujer con uno, me pareció
siempre que es una tranca estúpida propia sólo de nosotros los humanos.
La partida de loba ocurrió unos días antes de la partida del cototo, quien se
despidió de ella con un lamer y lamer que todos en Puchuncaví le celebramos. Sin
embargo la partida de la cana para el cototo, como se podrá ver, no fue tan fácil. Un
viejo prisionero a quien llamaban “el tata Donoso”, y que iba a ser liberado en
algunos días más, manifestó deseos de llevarlo consigo; cuestión más que acertada,
porque loba en el cuartel, de seguro no daría todavía señales de estar en cinta, pero
era obvio que cuando las diera, le iban a sacar la cuenta y concluirían que el cototo
era el único varón posible padre de los quiltritos y, para vengar el honor de las
fuerzas armadas y de orden, querrían venir a Puchuncaví a cocerlo a balazos.
Conveniente entonces la decisión del viejo que ahí estaba con sus pocas
pertenencias junto al perro que de algún modo había entendido que partiría de la
cárcel con ése, su libertador. Todo bien. Desafortunadamente, un oficial joven quiso
perjudicarlos. Se acercó para eso prepotente y le rugió al viejo: “¡usted no se lo
puede llevar, porque este quiltro no estará preso, pero es de aquí!”. Aclaro que el
tata Donoso era tan viejo que todavía hablaba de “el traidor Videla”, y así como viejo,
no atinó y nada alcanzó a hacer o a contestarle; aunque claro, no habría valido la
pena que le hubiera contestado ninguna cosa tampoco, ya que de todas maneras, el
propio quiltro escapó del puntapié con que el oficial quiso “echarlo pa’entro”, y
corrió hacia las alambradas que traspasó por algún agujero en la arena, por donde
desapareció como desaparecía de costumbre todas las noches.
Media hora después, cuando a la entrada del campo se estacionó una citroneta
destartalada donde la familia del viejo vino a buscarlo, apenas éste levantó la
puerta de la maletera para guardar sus pilchas, el cototo surgió como de la nada y,
mientras el viejo besaba a su mujer y cada uno de sus críos, abrazaba a su mujer,
sin que nadie lo advirtiera, de un salto se escondió entre esas mismas pilchas que
el viejo allí había puesto. Partió así de polizonte con el viejo y su familia por el
camino más bello que existe; ése que conduce a la libertad.
Yo sé que puede resultarles difícil aceptar que esta historia sea verdadera ciento por
ciento, y no es mi intención obligarlos tampoco a que la crean. No obstante, para
confirmar esta verdad y sólo para hacerle honor a ella, hoy empeño mi palabra y
doy fe de su autenticidad diciendo también con firmeza, que nada aquí se ha
exagerado… no lo voy a saber yo, si yo mismo soy ese viejo prisionero de apellido
Donoso, comunista de partido, que, una vez en su casa con su mujer y sus hijos, se
encontró entre las pilchas a ese perro extraordinario que se vino callado y
escondido para recuperar conmigo su libertad en ese episodio milagroso ocurrido
hace ya una treintena de años.
—————————————
Juan Carlos Gómes Iturra, estaba casado y era integrante del Comité Central MIR y
ex preso político. Cayó muerto el 21 de junio de 1979 en Santiago cuando tenía 27
años, tras ser herido a bala en una pierna y en la espalda. De acuerdo con la
declaración de su acompañante, él y Juan Carlos fueron introducidos en un
vehículo policial que se mantuvo en el mismo lugar del enfrentamiento. Por esta
razón, su acompañante, que veía cómo Juan Carlos se desangraba, empezó a dar
gritos y golpes de pie en las puertas del furgón con el fin de que dieran auxilio
médico al herido. Sin embargo, uno de los aprehensores, al escucharlo, abrió la
puerta del furgón, preguntó qué ocurría y, golpeó salvajemente a Juan Carlos
Gómez en sus heridas, provocándole un aumento de la hemorragia. Sólo una hora
más tarde el herido fue trasladado al Hospital Barros Luco, donde se constató su
fallecimiento.
José Carrasco Tapia, era periodista, director de la Revista Análisis. Tenía dos hijos,
era dirigente del MIR. En la madrugada del 7 de septiembre, bajo estado de sitio y
con toque de queda, un comando de agentes de la CNI lo secuestró de su casa.
Echaron la puerta del departamento abajo y lo empujaron subiéndolo a un vehículo
que emprendió veloz carrera. Iván, su hijo mayor salió corriendo detrás, pero nada CEME – Centro de Estudios Miguel Enríquez –Archivo Chile Sida 6
pudo hacer. Lo asesinaron en un costado del Cementerio Parque del Recuerdo.
Doce balas en la cabeza y una en un pie. Después huyeron. Han pasado quince
años y sus asesinos siguen amparados en el anonimato, aunque ya hay pruebas
suficientes contra ellos para que la justicia los condene.
El día que asesinaron a José Carrasco, asesinaron también a Felipe Rivera Gajardo,
electricista, militante del PC, en Pudahuel; y también a Gastón Vidaurrázaga
Manríquez, profesor, militante del MIR, en San Bernardo. Horas después fueron
encontrados los cadáveres de los tres secuestrados, acribillados a balazos. Al día
siguiente, esto es el 9 de septiembre, fue raptado desde su parcela, Abraham
Muskatblit Eidelstein, publicista, militante del PC, del sector Casas Viejas. Su
cuerpo apareció acribillado horas después en un canal de regadío contiguo al
camino que conduce a Lonquén. Todos estos asesinatos se produjeron en represalia
por el atentado al ex dictador Augusto Pinochet.
Juan Carlos Gómez y Pepe Carrasco, participaron en la recordada y famosa huelga
de hambre que los prisioneros políticos del campo de concentración de Puchuncavy,
realizó para protestar contra la gran mentira que significó el montaje perodístico
llamado “El listado de los 119”. Entre los participantes en esta huelga, se contaban
militantes y dirigentes del MIR, algunos de los cuales fueron asesinados con
posterioridad a su liberación, entre ellos los compañeros mencionados, así como el
marino Carlos René Díaz Cáceres, muerto en lo que se presume fue una explosión
provocada por la CNI, en el año 1982, y Eduardo Charme, dirigente del Partido
Socialista, asesinado en un falso enfrentamiento el 14 de septiembre de 1976.
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La desconocida historia de Gómez y los DD.HH.
29/04/2006 La Tercera
En su airada respuesta a la abogada Pamela Pereira
en la Radio Cooperativa, José Antonio Gómez le
enrostró que él también fue víctima de violaciones a
sus DD.HH. en el régimen militar y que ella no podía
decir “que todos los dolores son de ella”. “Mataron a
mi hermano, metieron preso a mi padre, mis
hermanas estuvieron exiliadas y presas, yo estuve
preso, me torturaron”, dijo en la entrevista radial en tono golpeado.
En efecto, aunque no es un secreto, tampoco es vox pópuli que el ex ministro de
Justicia fue detenido a los 17 años y pasó por varios recintos que el régimen utilizó
como centros de represión. Estuvo preso en el Estadio Nacional, la Escuela Militar y
la Academia de Guerra de la Fuerza Aérea, donde fue torturado de diversas
maneras. “A mí me pasaron las atrocidades más grandes, como a tantos otros que
sufrieron atropellos en la dictadura”, relata Gómez.
Mirándose las manos, explica que “me fusilaron en falso, me sacaron las uñas, me
pusieron corriente, por años tuve las marcas de las torturas y señales en mis
muñecas”. Ello, tras ser detenido en octubre de 1973 en la casa de su actual esposa.
¿El motivo? Gómez lo atribuye a que era público que su grupo de amistades y su
familia eran proclives al gobierno de la Unidad Popular. “Un día detuvieron a uno de
nosotros, él comenzó a entregar nombres y nos detuvieron a varios”, recuerda el ex
ministro.
Su familia también vivió los rigores de la represión. El hermano mayor de Gómez,
Juan Carlos Gómez Iturra -hijo del primer matrimonio de su padre-, dirigente del
MIR, fue detenido por Carabineros en 1978 y asesinado en Lo Valledor cuando el
hoy senador ya tenía una activa participación política en la universidad. Según
supo su hermano posteriormente, a Gómez Iturra “lo mataron a palos dentro de un
furgón”.
Su padre, José Manuel Gómez López, periodista del bombardeado diario Puro Chile
-y hermano del también periodista Mario Gómez López- también estuvo preso y
sufrió golpizas. Sus hermanas, Cecilia y Flavia, partieron al exilio en Cuba y luego a
Francia, donde ambas permanecen hasta hoy. “La destrucción de mi familia fue
total, de la noche a la mañana todo lo que era normal se volvió anormal”, relata hoy
el senador radical.
Gómez -quien integró la Comisión Valech, pero no declaró en ella para no ser juez y
parte- insiste en que mencionó su historia al responder a Pereira “para mostrar que
a mí no me pueden contar cuentos en este tema, no me pueden poner en la vereda
de enfrente”.
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